Parabéns ao Pesqueira Futebol Clube, 12 anos de glórias e muita história

Time atual está disputando o Campeonato Pernambucano (foto: arquivo)

Por Jânio Araújo.
(Correspondente do Esporte News em Pesqueira).


No dia de Santa Águeda, há 12 anos nascia o Pesqueira Futebol Clube, o time profissional da cidade, muitas glórias aconteceram neste período, como dois acessos para a elite do futebol pernambucano, num deles, o título de campeão Pernambucano Série A2, em 2017, um prêmio ao torcedor, apaixonado por futebol.

Confira um resumo breve desta história

Pesqueira Futebol Clube
Fundado em 05/02/2016


Pesqueira é uma cidade de gente desportista, que sempre foi apaixonada pelo futebol, sempre teve um campeonato amador forte, seus clubes mais tradicionais são: União, Comercial, Independente, Palmeirinha, Motorista, Centenário, Cruzeiro e Pitanguara, além de outros clubes da zona rural e de outras cidades, ao qual sempre proporcionava um campeonato forte e disputado na região. Muitos craques de nossa história surgiram nestas, alguns com destaque nacional, desde Chico Explosão, Paulo Melo, Fernando Leite e Luciano Veloso à recentemente Alércio, Ném e Rogério.

Em 1999, finalmente a seleção de Pesqueira, conquistou depois de muitas tentativas e muitos anos de luta, a Copa do Interior, principal competição do futebol amador do estado, derrotando o selecionado de Barreiros na final, foi um orgulho para um povo apaixonado por este esporte, durante a competição, um trabalho semiprofissional (onde os jogadores não ganhava salário, mas se comprometiam em treinar todos os dias e concentrar antes dos jogos), inédito na cidade, graças a dedicação do presidente da Liga Desportiva de Pesqueira, Aprígio Gusmão.

Nos anos seguintes, o futebol amador entrou em profunda recessão, times tradicionais deixaram de participar da competição, estádio vazios, jogos sem interesse, nem lembravam de longe as tardes áureas no Joaquim de Britto. A população já começava a enxergar a ideia de um time profissional na cidade, a princípio a ideia era que um dos dois clubes mais populares da cidade se tornassem profissionais, isto ficou perto de acontecer em 2001, quando o Comercial perdeu a final da Copa dos Campeões do Interior (espécie de terceira divisão na época, onde os campeões de ligas disputavam este torneio que dava ao campeão isenção de algumas taxas para se tornar profissional) para o Ferroviário do Cabo, em pleno Joaquim de Britto, levou a virada e perdeu por 2 x 1. Em 2003 foi a vez do União entrar nesta competição, também chegou perto, mas caiu nas semifinais diante do Itacuruba (que foi grande sensação da primeira divisão nos anos seguintes).

Nas duas tentativas anteriores, houve um grande problema, torcedores rivais dos clubes, não aceitavam torcer por um dos rivais, então a torcida de Pesqueira estaria dividida mesmo assim, caso um dos clubes conseguisse sucesso. Então por volta de 2004, começou a ficar forte a ideia de um novo time, com o nome da cidade, inspirada em outras cidades, que fizeram o mesmo.

A história começa a ser desenhada em fevereiro de 2005, quando na eleição da Liga Desportiva de Pesqueira, mesmo com um trabalho elogiado por muita gente, Aprígio Gusmão é derrotado pelo candidato da oposição, Antônio Francisco dos Santos, o Maximino, ex-presidente da entidade, que retornava ao cargo. Depois desta polêmica eleição, onde o desempate foi o fato de Aprígio ser mais novo, o ex-mandatário começou ainda mais a unir as forças com pessoas próximas e políticos da cidade para finalmente colocar em prática o seu plano e fundar o time.
Depois de conseguir o apoio da prefeitura, que era administrada por João Eudes, em 5 de fevereiro de 2006 (dia da padroeira de Pesqueira, Santa Águeda), junto a outras pessoas (conselheiros), Aprígio Gusmão fundou o Pesqueira Futebol Clube, as cores do seria a mesma da bandeira da cidade: Azul, Amarela e Branca; O mascote seria a Águia (um dos símbolos da cidade), na mesma reunião ficou definido o nome do seu primeiro presidente, João Eudes. O principal objetivo da Águia do Agreste, como ficou conhecida, era disputar o Campeonato Pernambucano Série A2 de 2006 e conseguiu. Vamos analisar como foram o ano a ano do time:

Fotos: Gilmar Farias

No ano de estreia, o Pesqueira conseguiu classificar a segunda fase (coisa que sempre aconteceu na A2), mas com um time modesto, com vários atletas da região, fez apenas uma campanha irregular, terminando na modesta 11ª posição, num campeonato que tinha 20 times (antes os times entravam mais na A2).


Em 2007 o Pesqueira fez um investimento maior e tinha um bom time, foi eliminado na fase de quartas-de-finais, pelo Sete de Setembro de Garanhuns, neste mesmo ano, a federação anunciou o aumento do número de clubes na A1 do ano seguinte, nesta A2 subiram quatro equipes, então a Águia ficou perto do acesso, em 6º lugar.


Em 2008, fizemos um time mesclando atletas da região com de outros estados, o time passou da primeira fase, mas ficou na 8ª posição, longe do acesso.


Em 2009 o time ficou em 5º lugar, uma de suas melhores campanhas, precisava de uma vitória em casa para ir as semifinais daquele ano, mas perdeu o jogo decisivo para o Ferroviário do Cabo por 3 x 1, em pleno Joaquim de Britto.

Curiosidade
Neste ano, com um time com apenas jogadores da casa e Aprígio Gusmão como técnico, participamos da Copa Pernambuco e recebemos o Sport no estádio Joaquim de Britto lotado, perdemos por 3 x 0, nas fotos abaixo vemos a fila para entrar no JB.



Em 2010, tínhamos um ataque poderoso, chegamos a está na fase semifinal (nesta época eram dois grupos de quatro equipes, onde só o primeiro iria para a final e garantia o acesso), apesar da expectativa, o Pesqueira não avançou e terminou na 6ª posição no geral.
2011 (Pior ano da história do time)
Em 2011, apesar do time está treinando e pronto para jogar, o então presidente do time, Zezinho da Briboca, não conseguiu inscrever o time no Campeonato Pernambucano deste ano.





Em 2012, o Pesqueira já com Aprígio presidente, conseguiu um bom patrocinador e fez um grande investimento, conseguiu a terceira colocação na primeira fase e chegou pela primeira vez a um mata-mata decisivo, onde o time depois de empatar em casa no primeiro jogo, foi buscar uma vitória contra a Cabense fora de casa, gol de Neto Bala, garantindo assim o seu primeiro acesso a elite do futebol pernambucano.
No jogo decisivo, o time não passou de um empate diante do Chã Grande, num Joaquim de Britto lotado, perdendo assim a chance do título.





No primeiro ano na elite, o time foi bem, foi uma das sensações da competição, mas ficou apenas na 6ª posição (melhor campanha do time), quase conseguiu vaga na Série D do Brasileirão. Ficou marcado por goleadas nos últimos jogos da competição (Petrolina 1 x 6 Pesqueira; Pesqueira 5 x 1 Belo Jardim; Pesqueira 6 x 1 Central). Jonathan Balotelli foi a revelação do campeonato. O Pesqueira não jogou no Joaquim de Britto, teve três casas diferentes, começou em Belo Jardim, depois foi para Garanhuns e terminou mandando seus jogos em Santa Cruz do Capibaribe. Contra os grandes, um vitória (3 x 2 no Náutico, em Garanhuns), um empate (1 x 1 com o Sport na Ilha do Retiro) e uma derrota de virada para o Santa Cruz (1 x 2) no Arruda, quando o time teve um gol legítimo anulado.



Tristeza



Este ano foi marcado no mês de agosto com o falecimento de Aprígio Gusmão, que lutava para o Pesqueira poder jogar em casa no ano seguinte, mas teve um mal súbito e veio a óbito, deixando uma incerteza muito grande no time.





Depois do falecimento de Aprígio, o empresário Rubens Moura (Rubinho), assumiu a presidência do clube e finalmente podemos mandar os jogos no Joaquim de Britto, mas infelizmente, devido a uma mudança no regulamento da competição, ficamos sem jogar com os grandes neste ano. Terminamos na liderança do Hexagonal da Permanência e garantimos assim mais um ano na elite pernambucana.


Tristeza
Logo depois do fim desta competição, perdemos o lateral Dada, morto num acidente automobilístico em maio daquele ano.



Presidente renunciou



O presidente Rubinho renunciou antes do término do ano, Whênio Alencar assumiu o comando da Águia.





Em 2015, uma campanha muito semelhante à do ano anterior, mas infelizmente o time continuou sem jogar com os grandes.



                                      2016 (ano do rebaixamento)



Um projeto mal formulado e sucedido, além da falta de apoio financeiro, culminou com o rebaixamento do time, fazendo com que tivéssemos que reformular todo o processo (começar tudo do zero), time barato que não deu resposta dentro de campo.



                                              2017 (volta por cima)





Depois de 14 jogos e muita emoção, o Pesqueira está de volta à elite do futebol pernambucano, depois de 6 vitórias, 6 empates e 2 derrotas, nos pênaltis contra o Decisão. O Pesqueira conquistou seu primeiro título de sua história e, consegue o acesso já na primeira tentativa de volta, conquistando a taça Ozir Ramos.
Antes do início da competição, o capitão Arlindo Eduardo assumiu a presidência do clube, que com um orçamento mínimo conseguiu o acesso e o título.


                    PARABÉNS PESQUEIRA.F.C!











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