- Por Cristian Toledo.
Onde você estava na manhã do dia 1º de maio de 1994?
Em casa, ao lado dos pais? Ou ao lado dos filhos? Voltando após a caminhada no Parque Barigüi? Ou começando aquele churrasco do domingão? A maioria de todos nós podia estar fazendo qualquer coisa, mas a televisão estava ligada. Quando era exatamente 9h13, uma frase de Galvão Bueno paralisou o Brasil.
'Senna bateu forte'!
Lógico que não era assim. Para ser gênio da Fórmula 1, não bastava e ainda não basta ser rápido e bonzinho. Era preciso saber onde se estava pisando, ser forte e até jogar pesado. Ayrton Senna fez tudo isso, e era respeitado por ser um gigante entre os grandes. Mas falhava, mas errava, era um homem.
Essa aura em relação a ele até aumentou depois da morte – estúpida, bárbara, transmitida ao vivo pela TV. Hoje, é difícil falar de um Senna real sem ser bombardeado por provas de que ele era o cara mais perfeito do mundo. E ele nem precisava disso para ser o herói nacional – Romário que diga.
Mas qualquer um de nós foi atingido pelo “Senna bateu forte”. Lembrar desse momento ainda faz dar um embrulho no estômago. Do susto ao desespero, cada brasileiro foi afetado pelo acidente de Ayrton Senna. Passaram-se então pouco mais de quatro horas de agonia, desde o resgate, a interminável demora do helicóptero, a saída do autódromo de Ímola até Bologna, as informações do hospital Maggiore. Até o relógio marcar 13h42.
“Morreu Ayrton Senna da Silva. Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar”.
A capa da Tribuna de 2 de maio de 1994. Foto: Arquivo.
Fonte: R! Tribuna.






0 Comentários