Denô: uma "joia rara" criada na Ilha do Retiro

Por Leopoldo Monteiro.

Em meio à briga com a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) e a falta de dinheiro, no ano de 1978, o Sport encontrou nas divisões de base uma saída para a crise. O prata da casa, Lindenor Barbosa de Araújo, ou simplesmente Denô, foi uma das "jóias raras" produzidas na Ilha do Retiro que ajudou o Leão a sair do buraco. Denô começou a atuar no profissional do Sport no final dos anos 70. Foi revelado junto com o volante Biro-Biro e o lateral Nivaldo. Esses dois deixaram o Leão e foram jogar em terras Paulistas, Corinthians e Portuguesa, respectivamente.
O meia-atacante permaneceu no Recife e foi campeão da Taça de Prata em 1979. Também foi Tricampeão Pernambucano (80, 81 e 82). Em 1981, o Sport conquistou o Super Campeonato - um triangular com Santa Cruz e Náutico. Denô se destacou nos jogos. Na partida contra o Náutico marcou um dos gols da vitória do Leão, por 2 a 0, e levantou a taça. O outro tento foi marcado por Roberto Coração de Leão. Inclusive, Roberto foi o artilheiro do Leão com 29 gol. Denô foi o vice-artilheiro com 15.
Assim como Roberto, Denô saiu do Leão para jogar no Internacional-RS. A missão do meia nas terras gaúchas não era fácil. Simplesmente os Colorados procuravam um substituto para Paulo Roberto Falcão, que já brilhava nos gramados europeus jogando pela Roma. Em 1982, embora tenha tido problemas com contusões, Denô foi Campeão Gaúcho. O meia-atacante ainda retornou para Pernambuco e foi bicampeão com o Náutico (84 e 85). Também foi Campeão no Ceará quando defendeu as cores do Fortaleza e do Ferroviário. No final dos anos 80 saiu do país e foi jogar nos gramados europeus e asiáticos. Encerrou a carreira em 1999.

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