Hoje muito se fala na palavra Gestor dentro do futebol. Todos falam da necessidade da figura do Gestor em um clube de futebol. E muitos ainda confundem o real significado da mesma palavra. Em muitos clubes a função de Gestor se confunde com a de Diretor Esportivo. O que se escuta e aprende nos diversos congressos sobre o assunto é que o Gestor Esportivo é aquela figura que deve ter a noção de como planejar a vida de um clube, com base científica e com métodos de administração, pois não basta que esse passe o dia todo a seu serviço que no final não tiver a devida competência, a soma dos resultados positivos é muito pouco para o que se deseja alcançar.
Já o dirigente normalmente é um amador, apaixonado e muitas vezes irracional, basta ver nas suas entrevistas. O Sport sem presidente e já na "Zona de Rebaixamento" da Série A até o momento, devido a "fuga" do ex- Milton Bivar e o Santa Cruz que já estar com os dois pés atolados numa provavel queda para a Quarta Divisão, que faz de conta que tem um. O Gestor Esportivo tem que ser o inverso, ou seja, sem paixão e sobretudo com racionalidade.
Dirigente não é para contratar treinador ou jogador e sim referendar a parte financeira das indicações feitas por seu Gestor. Se isso acontecesse realmente, não teríamos tantas contratações em uma só temporada como o Santa Cruz que por enquanto já contratou cerca de 35 novos jogadores e quase nenhum presta). Também a mudança exagerada de treinadores, essas feitas de maneira precipitada, e muitas vezes para o atendimento de empresários interessados, ou para dar um lustro à vaidade do dirigente cartola. O Náutico neste ano, mesmo na Segunda Divisão, tem sido o único que ainda se salva nesse aspecto. Vem tendo uma boa administração, pelo menos por enquanto, porém com o Clube ainda numa Segunda Divisão. Os exemplos do futebol pernambucano como um todo estão ai para todo mundo ver. O futebol mudou. Nossos clubes precisam de profissionais competentes, sérios para gerenciá-los, principalmente que saibam discernir sobre aquilo que estão administrando. Ainda dá tempo. O problema é que muitos dos nossos dirigentes ainda teimam em não aceitar essa realidade.




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