Uma eventual troca de Valdir Peres por Emerson Leão na Seleção Brasileira de 1982 é um dos maiores debates "e se ..." do futebol brasileiro.

Por Eduardo Miller Luz

Leão era o titular incontestável em 1974 e 1978, mas foi preterido por Telê Santana antes da Copa da Espanha por questões técnicas, de estilo de jogo e de relacionamento.
Se Leão estivesse no gol em 1982, o cenário provavelmente teria sido diferente nestes aspectos:
1. Maior Autoridade e Comando da Defesa
Leão: Conhecido pela liderança técnica, gritava muito com a defesa, cobrava posicionamento e tinha grande personalidade. Em 1982, a defesa brasileira (Leandro, Oscar, Luizinho, Júnior) era técnica, mas às vezes exposta. Leão tenderia a ser mais "cascudo" na organização.
Valdir Peres: Mais silencioso, técnico, mas considerado por críticos como menos imponente debaixo das traves.
2. Estilo de Jogo (Saídas e Bolas Aéreas)
Leão: Goleiro clássico dos anos 70/80, com excelente impulsão, muito seguro nas saídas de gol, bolas aéreas e chutes de média/longa distância.
Valdir Peres: Era um goleiro mais de "linha de gol", seguro em chutes próximos, mas que gerava insegurança em bolas aéreas e saídas de cruzamento, o que foi criticado na Copa de
3. O "Fator Sarriá" (Brasil 2x3 Itália)
A maior dúvida é se Leão teria evitado os gols de Paolo Rossi.
No primeiro gol da Itália, Rossi cabeceou livre entre a zaga e Valdir Peres. Leão era mais agressivo na saída para interceptar cruzamentos, o que poderia ter evitado a cabeçada livre.
No terceiro gol, uma bola rápida em escanteio, a reação de Leão, geralmente muito ágil, poderia ter sido diferente.
4. O Ambiente e a Convocação
Leão ficou muito decepcionado com a exclusão e chegou a fazer críticas a Telê. Sua presença poderia ter trazido mais segurança defensiva, mas, dada a sua personalidade forte, também poderia ter gerado atritos internos. Telê preferiu Valdir por considerá-lo mais alinhado ao grupo e ao seu estilo.
Resumo: Leão traria mais imponência física, segurança nas bolas aéreas e organização defensiva. Acredita-se que, com ele, a Seleção de 82 seria menos vulnerável a cruzamentos e gols de bola parada, características fatais no jogo contra a Itália.

Fonte: Todas as Copas do Mundo


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