RIO DE JANEIRO - A primeira com entendimento foi a da Argentina em 1978. Estudava no Colégio Magnus no bairro de Laranjeiras no RJ. O horário das aulas terminava mais cedo para assistir aos jogos e ainda conseguia assistir o seriado do Batman, o antigo da Sessão Aventura.
Gostava do estilo do goleiro Leão e meu ídolo na época era Roberto Dinamite. Meu pai, muito amigo do treinador da Seleção Cláudio Coutinho, conversava muito com ele pelo telefone, que sempre era atendido por mim. Coutinho me explicava como formava um esquema tático e físico.Em 1978, durante a ditadura argentina, aconteceu um dos episódios mais obscuros da história das Copas do Mundo.
A Argentina precisava vencer o Peru por 4 gols de diferença para chegar à final. Venceu por 6.
E uma coisa que pouca gente sabe: Henry Kissinger, um dos homens mais poderosos do mundo, estava no vestiário do Peru antes do jogo, ao lado do ditador Videla.
Uma coisa é certa, um jogador me encantou com seu estilo em campo, o argentino Daniel Passarela.
Coutinho disse que o Brasil foi campeão moral. Verdade.



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