Últimas histórias do juiz desmiolado

 

Foto charge: Reprodução

 MUNDO DA BOLA 


Por Lenivaldo Aragão

Num amistoso do Campinense na cidade de Cubati, na Paraíba, um jogador da equipe local se soltou dando pontapés a torto e a direito. Ramón Dinamite não quis conversa. Chegou perto de um dos massagistas, arrebatou a bolsa de gelo e deu um banho no valentão. Depois explicou-se:
– Se o cara estava de cabeça quente, nada melhor do que gelo para esfriar a cuca dele.
Tal atitude, o árbitro porra louca tomou várias vezes na sua movimentada e hilariante carreira. E quando não encontrava gelo por perto, ficava soprando a cabeça de todo jogador que mostrava sinais de nervosismo.

SOLTA MEU IRMÃO

Divertido mesmo foi o que aconteceu em Serra Branca, no Cariri paraibano. Ramón Dinamite apitava um jogo em que um seu irmão, de nome Ademir, jogador amador, atuava numa das equipes. Nem bem a partida começou e o irmão do homem do apito resolveu botar as unhas de fora. .
Com dois minutos de jogo, Severino aplicou o cartão amarelo para cima do irmão. Motivo, jogo violento. Só que o mano fez que não era com ele e voltou a desferir pontapés no adversário. Recebeu o cartão vermelho. Só que reagiu e resolveu fazer ouvidos de mercador para a expulsão e não queria sair de campo.

Severino Florêncio, este o nome do homem de preto, a cor oficial da vestimenta dos árbitros naqueles longínquos tempos, chamou a polícia. Só que os homens da lei não tinham a mínima ideia de como funcionava uma expulsão de campo. Algemaram Ademir e levaram o jogador punido para a cadeia.

Quando viu o que estava acontecendo, Dinamite suspendeu o jogo e deu o maior pique pelo meio da rua para informar aos soldados que o infrator apenas tinha sido expulso da partida. Não precisava botá-lo para ver o sol quadrado. Essa história durou muito tempo na pacata Serra Branca. Eu acreditei por me ter sido contada pelo próprio autor da porralouquice.





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