O boicote da UEFA a FIFA


Por Fábio Tubino

RIO DE JANEIRO - A Uefa anunciou uma medida de boicote por conta da proposta da FIFA de criar uma empresa para administrar seus torneios e vender ações a investidores privados.

Após reunião virtual, a entidade europeia decretou que as 55 federações do continente vão boicotar todas as competições da enquanto a proposta estiver de pé.

Este boicote prejudicaria, por exemplo, a Copa do Mundo Feminina 2027, que será realizada no meio do ano que vem no Brasil.

A UEFA foi uma das primeiras organizações a se posicionar contra e recebeu apoio da CONCACAF - confederação da América do Norte, Central e Caribe e da Confederação Asiática de Futebol -AFC. Essas três entidades representam 143 dos 211 membros da FIFA, ampla maioria.

De acordo com a FIFA, que sempre foi politiqueira, esta venda de ações permitiria aumentar o repasse para cada federação filiada, de 8 milhões para 20 milhões de dólares, esperando arrecadar 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões) com o projeto.

Transferir participações na propriedade da Copa do Mundo e de outras competições da FIFA para investidores privados é uma situação complexa, principalmente quando se trata da Copa do Mundo.

Vamos aguardar os próximos capítulos e se o Infantino vai ter nova força diante as entidades européias, principalmente. Na realidade é a autonomia e os interesses da governança do Futebol.



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